Tuesday, March 28, 2006
Só
Só saudades... de um inverno limpo e águas cristalinas. Num lugar onde o sentimento das circunstancias é pleno e tangível, porém nunca alcançado por aqueles que não lhe cedem primazia. Lá, o ar flui solene pelas narinas, e o que os olhos veem, o que na pele se sente, sem demoras no coração toca. Solo para as melhores das artes humanas (que são sempre sussetíveis à sina da índole do homem, mas que, porém, continuam sendo arte). Que então se abra uma pequena cova no solo, por entre bétulas, araucárias e imbuias. Toca-se no solo, e de imediato se sente o aroma úmido guardado de muitos anos de descanço no vale. A simples presença do homem foi sua sina, e o legado deixado não se equipara ao antigo, ao pré-descoberta... E como poderia? Só o que resta então... é ceder à neblina, e andar na chuva. Prantear o solo que vaza, a água que flui sem rumo, despercebida. Que se salvem as aves, os animais da terra, as plantas(sem vida?). O legado do homem se aproxima, sem volta.