Wednesday, December 23, 2009

Explique.

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Num horizonte, lendas minhas
Projeção de solitude, o pranto não secou
Noite, vinho, afrescos de um encanto; ou
Uma dança de nove linhas.

Por onde a tarde caminhei (vencido)
As rusgas do corpo soltam pêlos brancos pelos dedos
Pela orla de cimento e fumo varrido,
Uma linha em três novelos

O vernáculo ressonante celebra o aviso
Pés descalços! Sintam aquilo que pisam
Do horto silvestre de um jardim conciso
No chão de madeira trepidam.

Consinto que debruçarei asneiras
Das novas provenças, um fracasso punjente!
Ao sumo liberto que necessito eternamente,
Sombreada cúpula de pitangueiras

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Mendrado

Vidro temperado a quebrar, véspera e seita
Dissolvo-me em rua estreita.

Fibra da madeira, intrínseca, a insatisfeita
Ululante sufocamento, em bosques azuis, maturo os sonhos do lar.

Feito liso em cara cêra do nobre Delgado
Posto-me firme em tal desfeita

Cerca de arame e mácula, oh velho Mendrado
A contragosto partiu suas vértebras; em agouro, o sangue infiltrado.

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Do cálculo das linhas da morada, lia e valia
Um par de chinelas, arreios e pilão, escritos por extenso.
Meu velho, e se os arroios pecam por invalidez?
"Restou a tristeza, filho, e a barranca vencida".