Friday, June 01, 2012
Detenção.
A insistente contemplação dos impulsos em se entreter jubilamente, com os prazeres dos sentidos e dos sentidos das pessoas, conduz ao caos do vazio, aonde não se é permitido começar do zero. Assim, acordo em meu 'concretanedo' decorado, e logo que tenho os ouvidos arrombados pelo implícito roncar dos motores lá fora, que impoem a mensagem clara: Seja um Lustre morto! Seja um lustre morto. Então o companheiro de sala e cozinha, assim que acordado, respira tal como eles em seu falso contentamento, descompassado, dando o combustível à medida que lhe pede o seu ímpeto lascivo. A sua mente, para se contentar, finge normalidade. Brilha em seu entorno e se avoluma em meu pesar, o descarrilhamento do formar-se $, e do formar-se $ será formado homem e não o vice-versa? Quando se explicam, ensejam a independência paterna, porém esquecem que estarão no raso berço do mundo vulgar. E quando seus pais ficarem doentes (pelas chagas que permitiram infiltração), olharão no fundo de seus olhos, o único e puro repositório do espelho à vida inocente e perceberão, na curva da vida sem retorno, a arrogância eternizada. À estes tipos detenho os risos pois à eles não são verossímeis; ao seu lado, o que me deixa forte é o mesmo que por hora me desproteje, por isso vacilo. Alguns perdoarão aos artistas da elite, que cedem tudo de si, por denotarem que de tudo têm (mal sabendo que os vestem de fantoches de um mundo além). A culpa é nenhuma, porém a incidência é total, fazendo ao homem comum o esmorecimento. Quem será o primeiro, a lembrar, no brado contíguo: "Pois aqui também temos nossas luzes, no limiar do caos ardente!" ?
2 comments:
Feliz porque voltou (:
Lustres mortos encarcerados.
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