Vê-te. Não veda o teu fogo a ascender. Mostra-te Altivo, nulo, fugaz, irrisório.
Faz logo da Arte o ofício! Não prende, acorrenta. Não acomoda, molesta. Liberta! Liberta!
Cadê tua bruma, timoneiro? Faz o que te convém?
Tua gola já não te acomoda?
Trouxe-a de onde ontem esteve. Hoje já teu remo quebrou.
Via-te onde não havia espelho sequer, até então.
Que fez? Ainda jaz inerte e passivo.
Escolhe. Deixa-te consumir pela distorção, ou zomba dela.
Monday, October 30, 2006
Monday, September 04, 2006
Cinza-Inerte
Acinzentei.
Não fumo, não cavo. Ainda assim
Acinzentei.
Descolori reto, contínuo
Sem sombra de desvio,
Sem desvio na minha sombra.
Meu caminho
Liso, Nulo
No semblante dos lábios
Linha Reta, não meia-lua
E a lua cheia também
Já não brilha nos olhos,
Desviou do caminho
Acinzentou.
Se Equilibrou, alva e pura. E ainda assim
Acinzentou.
Não fumo, não cavo. Ainda assim
Acinzentei.
Descolori reto, contínuo
Sem sombra de desvio,
Sem desvio na minha sombra.
Meu caminho
Liso, Nulo
No semblante dos lábios
Linha Reta, não meia-lua
E a lua cheia também
Já não brilha nos olhos,
Desviou do caminho
Acinzentou.
Se Equilibrou, alva e pura. E ainda assim
Acinzentou.
Tuesday, March 28, 2006
Só
Só saudades... de um inverno limpo e águas cristalinas. Num lugar onde o sentimento das circunstancias é pleno e tangível, porém nunca alcançado por aqueles que não lhe cedem primazia. Lá, o ar flui solene pelas narinas, e o que os olhos veem, o que na pele se sente, sem demoras no coração toca. Solo para as melhores das artes humanas (que são sempre sussetíveis à sina da índole do homem, mas que, porém, continuam sendo arte). Que então se abra uma pequena cova no solo, por entre bétulas, araucárias e imbuias. Toca-se no solo, e de imediato se sente o aroma úmido guardado de muitos anos de descanço no vale. A simples presença do homem foi sua sina, e o legado deixado não se equipara ao antigo, ao pré-descoberta... E como poderia? Só o que resta então... é ceder à neblina, e andar na chuva. Prantear o solo que vaza, a água que flui sem rumo, despercebida. Que se salvem as aves, os animais da terra, as plantas(sem vida?). O legado do homem se aproxima, sem volta.
Friday, March 24, 2006
Thursday, December 15, 2005
Cinza
vejo cinza.
sou metade, sem metade
...talvez, saudade
do que foi, nao é mais e vai ser novidade
foi embora, ilusao.
só restou... inquietação?
fugiu-me toda a verdade...
o que se passa por entre esse abismo de preocupação...
alguma... novidade?
talvez, a outra metade...
não.
para sempre embora, e solidão.
vejo cinza
vejo só resignação.
sou metade, sem metade
...talvez, saudade
do que foi, nao é mais e vai ser novidade
foi embora, ilusao.
só restou... inquietação?
fugiu-me toda a verdade...
o que se passa por entre esse abismo de preocupação...
alguma... novidade?
talvez, a outra metade...
não.
para sempre embora, e solidão.
vejo cinza
vejo só resignação.