Monday, October 30, 2006

Do mar

Vê-te. Não veda o teu fogo a ascender. Mostra-te Altivo, nulo, fugaz, irrisório.

Faz logo da Arte o ofício! Não prende, acorrenta. Não acomoda, molesta. Liberta! Liberta!

Cadê tua bruma, timoneiro? Faz o que te convém?
Tua gola já não te acomoda?
Trouxe-a de onde ontem esteve. Hoje já teu remo quebrou.
Via-te onde não havia espelho sequer, até então.
Que fez? Ainda jaz inerte e passivo.

Escolhe. Deixa-te consumir pela distorção, ou zomba dela.

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