Sunday, March 07, 2010

Ventaneio

Disse que teria o mais belo amor
de se ventanear ao pampa
de se encontrar sozinho no frio

Que seria emancipado
da torrencial corrente migratória
da procura do peito em candor

Mas que não se leve a mal
A amargura liberta e a cinza fria
Que a nuvem clara do dia ensoou
Tantas constantes cantigas, tardia.

Nos vales profundos um claustro abundante
fonte de terrenas primazias, que bela
a terra gélida, soberba! Um retrato, uma tela
Aspirações de um moço, guardadas n'estante.

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