Sunday, June 27, 2010

Tempo e apego

O sopro no vento dos pés não minga a doçura
do canto enredado infinito numa vereda escura
se sentado, de longe mal cultivo meu vinhedo
Atônito e fora do rumo, justifico meu apego.

Com o deslumbre de tempos vindouros matutei
o entrevero que nunca tive por hora iluminado
peito que já não empedra, então palpita e maceta
Tolhida leviana como me guarda, febrio numa gaveta.


Em novos bosques respiro, aliviado por instante
pois a casa, somente em casa a pele aceita
e acolhida em matizes alternos, resulta tonante

O tempo em desfavor não nega a desfeita
da sombra de dúvida no lívido semblante
o canto que anunciarei macio, quando ela se deita.

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