Wednesday, February 09, 2011

Noite ressurge

Das cruas curvas que seguem em nós
um agouro se faz excedente: entre folhas, matizes, raízes quebradas
enfeitam o sol de raios poentes,
a criatura destoa às estrelas, na noite infiltrada.

Em trilha de passos, sorverá seu suor
Trêmula falange côla entrelaça as pernas, algures almagamadas
e o cálido suspiro enaltece dor,
impávido, súbito aos pulmões, intensa alvorada.

Em um caminho não conhece integridade
as folhas do vento lhes desviam a tés,
e quando pisam, tornam ao relento, orquestradas.

Por último um mártir, em primeiro um algoz
Se o vires à esquina, não comove na entrada
Porém se sangra, ao mundo refaz.

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