(...)
Se derivas ao adorno, ah te conto
que as pedras que contorno
os merlúrios que atiro
os mócios que vi
Nenhum deles tenho feito
Que por mais que, em todos a neopápiros catalogue e,
os tenha mesmo direito em valia,
Não faz a ode da lembrança o sufrágio do escape que enjeita.
SOU ALASTOR, O IMATURO
prevarico os desarranjos do amor
leio os sujeitos incertos, cortejo as pedras do futuro.
em ardor recorrente, remonto a cinza crescente, de forma qu'as eleve o despudor austero.
no entanto sou leve, sou simples, sou sincero.
SOU AMARILDO, O SAGAZ
nomeio todos os dentes, se mastigação leve o faz
devoto os passos ao vento, e por mais que tento
não sigo o enleio da neblina, por meu próprio sopro, a sina se desacortina
porém me enfastio facilmente, não há doçura neste estoicismo sovina.
SOU LÚCIO, O DESERTOR
Se aos nobres o suor não convém
e sem púlpito mordaz o alimento tem
não enseja em bocanha ao sargoroso linguado
menos ainda enlameia as unhas em pulsar sertanejo
Então que à Lua se façam!
pois do sargaço mais tosco as dobraduras traçam
e da levedura do fermento portenho o desenho tenham;
Que todas as gavetas da academia os levem ao céu!
(por entre pratos de agarose e louças de papel)
E que lá recriem, na sagrada exatidão em altar renitente;
pois que aqui os cálculos já existem, no limiar do caos ardente.
Se rejeitam a côr preta e instrumentalizam a arte
por amor aos aviões, destinem-se à Marte!
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Se não tens a fortuna nem o bilhete,
então escreva no bordo do teu livro sagrado,
que não te esqueça de vencer a paz, pelo teu número sorteado.
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