- Me parece mais que histórias se escrevem à noite - Conjurou aos céus seus sentidos, e seguiu amalgamado pelo decorrer do fim da manhã. Antônho já havia se habituado com o frescor do ar que habitava a ilha, mas aos anos passados o respirara indolente; deixando aprover seu vigor, no entanto sem conceder os créditos emotivos que se suscederiam à uma criatura sensível.
- A paisagem na janela é sempre a mesma. No entanto é mais lúcida que a alvura emitida pela tela binária, que aqui se desdobra feito o baú de pandora, sorrateando na mesa seca. - E assim o desacortina, erguendo a lâmpada quadrada que lira e vozeia solene, e que endossa ao corpo; como sabre que entra pelo ventre até que atinge o dorso espinhal. Ali, uma comoção renitente sucede, que contagiosa, evoca o ritmo dos pulmões, engendrando à coluna enquanto arco tensionado e prestes a romper. Então nos olhos os temores se aglutinam, à feição transformada, que ali se extendem e amortizam em profundo, estando sem saber, se focam firmemente ou se pulsam descabidos, sem conseguir retribuir com o lampejo dos ares da luz que o intumecem por detrás. Apagam, sem pestanejar.
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