Saturday, September 03, 2011

À massambu

O visgo do labor se assossega
Enquanto o peso da Lua se encarrega
De suprir aos jarros dos homens
Pedra, calor e fogo intenso
Amomento em pensamento
Que à esta hora, nos açores
Se haveriam preparado as cores
Da safra primaveril
Da sede dos pescadores
Do movimento febril; o matrimônio vil

Da noite que não anoitece

Do espírito que encaranga e se arrefece

Por ventura dos ventos, findo o inverno
Vejo-te: consterna tua saga
E ainda, traze o lamúrio em cesto
A massambu, ao colo materno.

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