Uma tensão pós-tempestade indica caminhos a sobrepor;
O enfado dos mestres se encaminha ao estupor, portanto
Hirsuto aquele que segue tudo à risca, será devorado
Pela sombria chama dos astros, pelos longos caminhos
Será encontrado esticado morto, com os últimos suspiros
Segurando as aspas de seu próprio legado; foste reto
E hoje seu corpo restou só e inchado, sem o calor animal
Que de tanto houve devorar à outros seres que jamais
Olhou aos olhos, tinham um calor parecido.
Um estupor que tomou conta e foi seguido
Uma sina desconhecida que se seguiu e reverberou
Os seus versos valem tanto quanto letra pintada,
Duma escolha apresentada sempre negou resquício
Dedilhou a alma própria pela partitura, cerrando os dentes
Esquecendo a quantos entes lhe avisavam, estava morto!
Ao ver a cerração ao longo do porto, pediu sossego
A ver uma palmeira despedaçada, deu risada
E logo ao irmão morto à causa vil, enternecer nada quis!
Pois queria à seus objetos a sua segurança a ser feliz
Então ao dar por esquina, já maduro como Pêra
Vê num sebo um velho livro, novo somente ao papel
Dizendo coisas de espíritos, não era Kardec, nem Goethe
Era Hugo descobrindo um velho macete, duma mesa gemedora
Que estremecia aos convidados no sentido vindo à boca do oculto
De forma que se estornem os velhos padrões mesquinhos
O que mais disse foi, entre nós, animais e plantas, não há nada sozinho
E que tudo pode se escutar, sem para isso bradar um pio
Se tudo vibra então algo estremece, é a envergadura final
Como a temperatura do sangue resulta nas veias de um mortal.
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(:
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