Tuesday, October 21, 2014

Molas e veias


Uma tensão pós-tempestade indica caminhos a sobrepor;

O enfado dos mestres se encaminha ao estupor, portanto

Hirsuto aquele que segue tudo à risca, será devorado

Pela sombria chama dos astros, pelos longos caminhos

Será encontrado esticado morto, com os últimos suspiros

Segurando as aspas de seu próprio legado; foste reto

E hoje seu corpo restou só e inchado, sem o calor animal

Que de tanto houve devorar à outros seres que jamais

Olhou aos olhos, tinham um calor parecido.


Um estupor que tomou conta e foi seguido

Uma sina desconhecida que se seguiu e reverberou

Os seus versos valem tanto quanto letra pintada,

Duma escolha apresentada sempre negou resquício

Dedilhou a alma própria pela partitura, cerrando os dentes

Esquecendo a quantos entes lhe avisavam, estava morto!

Ao ver a cerração ao longo do porto, pediu sossego

A ver uma palmeira despedaçada, deu risada

E logo ao irmão morto à causa vil, enternecer nada quis!

Pois queria à seus objetos a sua segurança a ser feliz


Então ao dar por esquina, já maduro como Pêra

Vê num sebo um velho livro, novo somente ao papel

Dizendo coisas de espíritos, não era Kardec, nem Goethe

Era Hugo descobrindo um velho macete, duma mesa gemedora

Que estremecia aos convidados no sentido vindo à boca do oculto

De forma que se estornem os velhos padrões mesquinhos

O que mais disse foi, entre nós, animais e plantas, não há nada sozinho

E que tudo pode se escutar, sem para isso bradar um pio

Se tudo vibra então algo estremece, é a envergadura final

Como a temperatura do sangue resulta nas veias de um mortal.

1 comment:

Anonymous said...

(:

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