Sou vento quente que verte dentro
Das pregas desse deserto de sal
Do teu pensamento em movimento
Vira solução de matizes, aurora boreal
Aquela viva e tenaz desconjuntura
Açoite fiel da madeira madura
Quando as aspas do desvario resvalam
Colorem as sombras que se separam
Acenderão as luzes dos mostos aurais
Que um dia sossegaram nas moitas
Tudo o que passou foram restos morais
Das janelas d'alto burgo senhoras afoitas
E logo que viram tornaram ao céu
Divina comédia ou campo de alfazemas
Na longa viagem das terras do incréu
Da noite às escrituras, às migalhas; duras penas.
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